![a_dor[1] a_dor[1]](https://ascartasdovelhomarujo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/a_dor1.jpg?w=319&h=320)
Fala-me donde te perdi, donde te deixei,
Ensina-me as veredas por donde voltarei
Perdi-me de ti, me afastei da vida em mim,
Desgarrei-me pelos pastos verdejantes
Fui ovelha rebelde por estes campos de cá.
Fala-me donde te perdi, donde te deixei,
Tu estavas aqui, não estais mais…
Não sinto que estais e não sei por donde foi.
Fostes para tão distante assim?
Fostes para donde não possa ir?
Tu estavas aqui, estavas aqui,
Contastes-me histórias…
Colocaste-me em teu colo
Levaste-me para passear, brincar..
Fala-me donde te perdi, donde te deixei,
Fala-me por tudo que sagrado é
Por tudo que respira, por tudo…
Não acredito que te deixei partir assim,
Estavas aqui, tão perto, dentro de mim…
Amaste-me, como outro alguém,
Jamais ousou me amar.
Deste-me tua vida, teu sangue,
Teu coração sangrou por mim.
Mas me perdi de ti, tive vergonha,
Fui filho ingrato, fui ofensa, fui rancor…
Escondi meu rosto quando te vi passar
Escondi meu rosto… Não meu pensar.
Tu sabias que estava ali,
Tu sabias que acabara de me mudar de ti,
Despejei-te de teu antigo abrigo,
Mandei-te se alojar em outro abrigo.
Esvaziei minha casa, meu lar frio,
Desde então canções não se ouvem mais.
Expulsei-te de mim, fiz tuas malas,
Lancei janelas a fora, te mandei partir,
Disse aqui jamais outra morada terás
Tranquei as portas, fechei até as frestas,
Para que não pudesses entrar.
E esse aperto aqui no peito
Parece não mais desapertar.
Ironias de quem um dia, quis e te procurou,
Como fosse o primeiro a te encontrar.


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